A agricultura irrigada possui um conjunto de técnicas e equipamentos, programados e operados de maneira racional, para alcançar seu objetivo que é o de irrigar as plantas, proporcionando uma boa produtividade. Uma boa irrigação é feita quando essa molha todo o solo (região em torno da planta), possibilitando que a água chegue até a região onde se encontram as raízes, não irrigando apenas a superfície, como feito em muitos casos.
Quando irrigar
A irrigação é um instrumento indispensável para o sucesso da agricultura, e deve ser realizada sempre que a planta necessitar, respeitando o fato de que cada espécie de planta deve ser irrigada com uma quantidade específica de água.
- Irrigação obrigatória: quando essa é a única fonte de água que a planta possui, por exemplo, plantas cultivadas em estufas.
- Irrigação suplementar: quando essa corrige e auxilia na irregular distribuição de chuvas. A irregularidade na distribuição de água compromete o metabolismo da planta, prejudicando o seu desenvolvimento e sua produção.
Quanto irrigar
A quantidade ideal é quando a água reposta pela irrigação fica armazenada em uma profundidade onde é aproveitada pelas raízes das plantas. No caso da água ultrapassar, ou ficar muito abaixo da capacidade de retenção de água do solo, haverá duas possibilidades:
– Excesso de água: se a quantidade de água contida no solo for maior ou igual a capacidade de campo (quantidade máxima de água que o solo pode reter) do mesmo, o solo perderá consideravelmente sua capacidade de concentrar oxigênio. Com isso a planta não conseguirá retirar do solo os nutrientes de que necessita e não irá realizar o processo de fotossíntese, uma vez que precisa de oxigênio para executar tais funções. Resultado final: a planta começará a murchar. Também ocorrerá o fenômeno de escorrimento superficial, que nada mais é do que o movimento da água na superfície do terreno, sempre a procura de uma declividade (córregos ou rios), esse fenômeno é responsável pelo surgimento da erosão.
– Deficiência de água: é o caso mais crítico, a planta não terá a água de que necessita. Com isso ela também não absorverá os nutrientes para o seu desenvolvimento, e nem realizará o processo de fotossíntese. Como conseqüência a planta começará a murchar.
Fontes:
- DAKER, Alberto. A água na agricultura : Manual de hidráulica agrícola. In: ___. Quantidade de água necessária à irrigação. 3. ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1970. p. 102-108.
- FERREIRA, Tabajara Nunes. Solos e irrigação. In: ___. Manejo e conservação do solo. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1992. p. 49.
- PRONI, Programa Nacional de Irrigação. Tempo de irrigar: manual do irrigante. São Paulo: PRONI, 1987. p. 13-83.
- REICHARDT, Klaus. A água na produção agrícola. 1. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 1978. p. 01-90.
- VIEIRA, Dirceu Brasil. As técnicas de irrigação. São Paulo: Globo, 1989. 263 p.